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Acidente com trabalhadores rurais: Fetaes
exige providências dos órgãos competentes
Em menos de uma semana dois acidentes graves ocorreram
no Espírito Santo envolvendo trabalhadores rurais. O primeiro aconteceu
no dia 12 de abril, na BR 262, em Iúna e deixou 19 trabalhadores
feridos, o outro acidente foi em Afonso Cláudio, na tarde de terça-feira
(13/04), e 18 trabalhadores ficaram feridos.
Nos dois casos o transporte dos passageiros estava sendo
feito em total desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
com as normas trabalhistas e principalmente com a Norma Regulamentadora
nº 31, que no item 31.16 enumera os requisitos para o transporte
de trabalhadores.
Sabendo do ocorrido, a Federação dos Trabalhadores
na Agricultura no Estado do Espírito Santo - Fetaes já enviou
ofícios aos órgãos competentes cobrando providências
para que situações como essas não voltem a acontecer.
Ao assumir o risco de transportar trabalhadores para o
local de trabalho, o empregador arca com a obrigação de
proporcionar segurança aos seus empregados, sendo assim, a Fetaes
exige que seja apurada a culpa patronal contra a legalidade.
A federação lembra que situações
como essas acontecem muito e que o transporte ilegal é comum, principalmente
no período de colheita do café e de outras culturas. Portanto,
para evitar que outros acidentes aconteçam a federação
cobra dos órgãos competentes que seja feita uma forte fiscalização
em todo o Estado, coibindo o transporte ilegal. E que os culpados pelo
ocorrido com os trabalhadores sejam punidos.
Outras informações:
Julio Cezar Mendel - (27) 9933-0022 / 3223-3677
Vice-presidente e diretor das Secretarias de Políticas Sociais
e Assalariados Rurais da Fetaes
Priscila Gasparelo Morais - (27) 9761-2575
Advogada da Fetaes
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Volta
Diretores visitam acampamento em Nova
Venécia
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No dia 08 de abril os diretores
da Fetaes Clésio Brandão, Julio Cezar Mendel, Clébio
Brambati estiveram no acampamento Nossa Senhora Aparecida, em
Nova Venécia, conversando com os acampados sobre o Projeto
Político do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais do Espírito Santo e as eleições 2010.
Durante a visita, os diretores esclareceram que
a nova direção da Fetaes, empossada no final do
ano passado e que atuará a frente da federação
nos próximos quatro anos, estará acompanhando mais
de perto os trabalhos nos diversos acampamentos do Estado e os
processos de desapropriação das terras junto ao
Incra, inclusive pressionando o órgão para haver
agilidade na desapropriação. Além disso,
os diretores falaram que está sendo
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produzido um Regimento Interno específico para os acampamentos
coordenados pela Fetaes, o que vai permitir melhor organização
nesses espaços.
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Fetaes realiza reunião com regionais
para reestruturar coletivos e comissões
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A Fetaes realizou nos meses
de março e abril as primeiras regionais do ano. As reuniões
foram integradas, envolvendo todas as secretarias da federação.
O primeiro encontro aconteceu no dia 29 de março, em Cachoeiro
de Itapemirim e reuniu os municípios da Regional Sul. No
dia 30 de março aconteceu a Regional Serrana, em Venda
Nova do Imigrante. No dia 07 de abril foi a vez dos sindicatos
da Regional Norte II e o encontro aconteceu em Nova Venécia.
Já no dia 08 de abril, Colatina recebeu os sindicatos que
pertencem a Regional Norte I, e, por fim, no dia 09 aconteceu
a regional Centro, no Calir, em Viana.
Durante os encontros, cada regional indicou os
nomes dos representantes que estarão nos coletivos e comissões,
sendo dois representantes por cada microrregional. Ainda na ocasião,
foi feita uma análise da conjuntura política a níveis
nacional e estadual; foi apresentado também
o projeto político do
Movimento Sindical de Trabalhadores
e
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Clésio Brandão apresentou sustentabilidade
financeira do MSTTR durante encontro com Regionais
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Trabalhadoras Rurais (MSTTR), evidenciando o Projeto Alternativo
de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS)
e debatido o projeto de auto-sustentação do MSTTR-ES.
O diretor da secretaria de Administração e Finanças
da Fetaes, Clésio Brandão, durante a apresentação
do painel sobre auto-sustentação financeira, lembrou
que os dirigentes sindicais devem estar na base ouvindo as demandas
dos trabalhadores e explicando como funciona o MSTTR. "Hoje
somos mais de 400 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais em todo
o Estado, porém temos menos de 20% de filiados. Precisamos
levar até esses trabalhadores informações sobre
o movimento sindical. Eles têm que saber que é por
causa do trabalho desenvolvido pelo movimento sindical que conseguimos
conquistas e avanços que trouxeram melhorias a qualidade
de vida dos homens do campo.", lembrou Brandão.
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Ocupação Incra/ES - Sete
dias de negociação e nenhum avanço significativo
Há sete dias que cerca de 100 trabalhadores rurais
capixabas estão acampados na sede do Incra, reivindicando, entre
outras coisas, agilidade na desapropriação de terras públicas
e solução para o problema enfrentado pelas 63 famílias
acampadas na fazenda Panorama, em Ponto Belo, Norte do Espírito
Santo. Em todos esses dias, aconteceram muitas reuniões entre a
Fetaes e o Incra, porém as negociações não
tiveram avanço significativo e os acampados decidiram permanecer
no órgão.
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No dia 24 de março, cerca de 100 trabalhadores
e trabalhadoras rurais capixabas armaram suas barracas na sede
do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
- Incra, localizada em Vila Velha. Os trabalhadores e trabalhadoras
são acampados de todo o Estado e reivindicam do Governo
agilidade na desapropriação das terras públicas
para fins de Reforma Agrária. A manifestação
está sendo coordenada pela Fetaes e a ocupação
é uma forma de pressionar o Incra a agir em favor dos acampados
capixabas.
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A principal reivindicação é que seja encontrada
uma solução para resolver o problema enfrentado pelas
63 famílias que estão acampadas, desde o dia 11 de
março, em uma área da Fazenda Agropecuária
Pedra da Lorena, denominada também Fazenda Panorama, que
fica no município de Ponto Belo, no Norte do Espírito
Santo. A fazenda tem 1.043 hectares, e, em 2004 uma área
chegou a ser ocupada pelos trabalhadores e trabalhadoras com o aval
do Incra, mas depois o próprio órgão pediu
que eles se retirassem do imóvel rural. Atualmente, o processo
está parado na Justiça Federal de São Mateus
(norte do Estado), e as famílias podem ser retiradas a qualquer
momento do local.
Temendo pela vida dessas pessoas, a Fetaes solicitou,
durante uma audiência com o Governo do Espírito Santo
e o Incra, realizada no dia 26 de março, que o prazo para
a reintegração da posse seja prorrogado e, no caso
de uma negativa, que seja garantida a integridade física
das famílias.
"Sabemos que a sociedade vê os trabalhadores
rurais sem terra como bandidos e baderneiros, mas os nossos trabalhadores
e trabalhadoras são pessoas de bem, que lutam para terem
sua própria terra. Na maioria das vezes, é a polícia
que faz a reintegração da posse, e quando isso acontece
ela age com violência, agride os acampados. Não vamos
permitir que os nossos companheiros e companheiras sejam violentados.
Queremos garantir a segurança deles.", ressaltou o presidente
da Fetaes, Paulo Caralo.
No decorrer da manifestação, poucos
avanços foram obtidos, porém nenhum deles muito significante.
Durante reunião com o órgão, que aconteceu
no dia 31 de março, o Superintendente do Incra, José
Gerônimo Brumatti disse que já foi feito o cadastro
dos trabalhadores do acampamento Nova Esperança, no munícipio
de Pinheiros. Além disso, o superintendente prometeu que
o órgão fará vistoria na fazenda Agropastoril,
no município de Montanha, ambos no Norte do Estado.
que não é possível resolver
o problema da desapropriação a curto prazo, o que
revoltou ainda mais os acampados. Muitos deles já estão
vivendo debaixo de lonas há mais de oito anos.
Hoje, no Espírito Santo, há mais de
250 mil hectares de terras públicas. E o MSTTR-ES, por meio
da Fetaes, coordena oito acampamentos em todo o Estado. São
mais de 500 famílias vivendo em barracas à espera
de serem assentadas e terem suas próprias terras.
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Reforma Agrária: Mais de 60 famílias
ocupam terra em Ponto Belo
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Um grupo de mais de 60 famílias
ligadas ao Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais do Espírito Santo - MSTTR-ES (Fetaes e sindicatos
de trabalhadores rurais) ocupou no último dia 11 a fazenda
Agropecuária Pedra da Lorena, denominada também
como fazenda Panorama, na cidade de Ponto Belo, norte do Espírito
Santo. Eles estão alojados em barracas de bambu e lona.
O terreno tem 1043 hectares e é do proprietário
Edilson Siqueira Varejão.
Havia cerca de oito anos que eles estavam acampados
nas proximidades da fazenda a espera da emissão de posse,
para poderem fazer os assentamentos.
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Em 2004 o mesmo grupo fez a primeira ocupação da
Panorama, a área ocupada na época ficava a 6km da
sede da fazenda. Na ocasião, o INCRA havia decretado a área
como improdutiva e fez a emissão de posse do lugar. Entretanto,
mais tarde, a emissão foi anulada e os trabalhadores tiveram
que se retirar.
Os anos se passaram e os trabalhadores mantiveram suas barracas
nas proximidades da fazenda Panorama, na esperança de desapropriação
da terra. Atualmente, o processo anda parado na Justiça Federal
de São Mateus e a ocupação é uma espécie
de pressão pela demarcação.
O sentimento presente entre os ocupantes é de resistência.
Segundo eles, não saíram da área nem mesmo
com força policial.
Esperamos que desta vez o INCRA realmente tome uma decisão.
Não sairemos daqui, nem que a polícia queira nos tirar
a força. Essa área da fazenda é improdutiva
e nós que não temos nenhuma terra precisamos dela
para viver e criar nossos filhos. Estamos esperançosos e
acreditamos que depois de tantos anos conseguiremos nosso assentamento,
revelou um dos coordenadores do acampamento, Rômulo Barbosa
Barreto.
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Grito da Terra Espírito Santo:
Mais de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras vão às ruas
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A 5ª edição do Grito da Terra
Espírito Santo, que neste ano esteve integrada as ações
do Dia Internacional da Mulher e teve como tema "Pelo Fim
da Violência contra as Mulheres", reuniu ontem (09/03),
em Vitória, mais de dois mil trabalhadores e trabalhadoras
rurais de todos os municípios do Estado. A concentração
teve início às 8 horas, na Praça do Papa.
De lá os trabalhadores e trabalhadoras seguiram em passeata
até a Assembléia Legislativa, onde aconteceu o primeiro
ato político do dia e continuaram a caminhada até
a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa
Social, onde foi encerrada a manifestação.
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Durante as falas em frente a Assembléia Legislativa, os
dirigentes cobraram dos deputados agilidade nos processos de terras
devolutas e alertaram os trabalhadores e trabalhadoras sobre as
eleições 2010.
Já na Secretaria de Segurança Pública e Defesa
Social, os trabalhadores e trabalhadoras rurais reivindicaram mais
segurança para o campo, principalmente para as mulheres vítimas
da violência doméstica.
Enquanto acontecia a manifestação, uma comissão
composta pelos diretores da Fetaes e dos sindicatos se reuniu com
o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, e os secretários
de estado no Palácio da Fonte Grande para ouvir as respostas
às reivindicações. Na ocasião, o vice-governador
destacou que a integração entre Governo do Estado
e movimentos sociais deve ser constante. "O que desejamos é
que no ano que vem, quando houver uma nova discussão, muitos
pontos da pauta que foi apresentada tenham avançado",
disse. Ainda, o vice-governador declarou que as reivindicações
da pauta são válidas e que ajudam o próprio
Governo durante a elaboração de políticas públicas
eficientes para o campo.
Para o presidente da Fetaes, Paulo Caralo, a 5ª edição
do Grito da Terra Espírito Santo pode ser considerado uma
das mais importantes e avalia como um sucesso. "Tivemos muitas
dificuldades para realizar esse Grito, devido a falta de tempo,
tivemos menos de dois meses para organizar e mobilizar a base. Entretanto,
mais uma vez os trabalhadores e trabalhadoras estiveram presentes
e fizeram bonito. Este ano tivemos um bom diálogo com o Governo,
o que trouxe bons resultados às reivindicações.
Paulo ressaltou ainda que um dos pontos cruciais para o sucesso
do Grito da Terra deste ano foi o foco na violência no campo,
evidenciando a violência contra as mulheres. "Foi um
desafio realizar um ato político em frente a Secretaria de
Segurança Pública e Defesa Social, quebramos um tabu.
Mas o resultado acabou sendo muito positivo, já que conseguimos
avanços nas reivindicações referentes a segurança
no meio rural.", concluiu Caralo.
Para a diretoria da Fetaes, outro momento importante do Grito da
Terra Espírito Santo que contribuiu com que o Governo abrisse
as portas para receber as reivindicações dos trabalhadores
e trabalhadoras rurais capixabas foi o café da manhã
realizado pela federação no dia 04 de março,
onde várias autoridades do poder público estiveram
presentes e conheceram as políticas e ações
desenvolvidas pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais do Espírito Santo - MSTTR-ES.
Apesar dos avanços conquistados com o Grito da Terra, as
negociações com o Governo continuaram no decorrer
do ano. "Este Grito foi o pontapé inicial de negociação
com o Governo, pensando no desenvolvimento rural do Espírito
Santo. Porém, as negociações não param
aqui, ela é permanente e esperamos chegar em 2011 com avanço
em todos os pontos da pauta.", ressaltou Paulo Caralo.
Os diretores das secretarias de Terceira Idade e de Mulheres da
Contag, Natalino Cassaro e Carmen Helena Ferreira Foro também
estiveram na 5ª edição do Grito da Terra Espírito
Santo.
Confira alguns resultados da 5ª edição do
Grito da Terra Espírito Santo
- O Governo se comprometeu a ampliar o número de profissionais
da assistência técnica (ATER), de modo a atender as
demandas dos trabalhadores rurais;
- Foi firmado o compromisso de estruturação da Unidade
Técnica Estadual (UTE) para que haja mais agilidade nos processos
de Crédito Fundiário;
- O Governo já iniciou concurso público para a contratação
de 36 delegados e aumentará o efetivo de agentes nos municípios
do interior, em dois meses serão formados 130 agentes;
- O governo se comprometeu a incentivar a criação
e fortalecimento dos conselhos municipais da mulher;
- A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa
Social se coloca à disposição para realizar
palestras de conscientização sobre a violência
contra as mulheres em todos os municípios;
- O Governo garantiu que manterá as escolas instaladas nos
assentamentos na direção do Estado;
- O Governo dará apoio às escolas de ensino médio
e profissionalizante;
- O Governo vai rever a nucleação das escolas;
- Foi garantido que o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais do Espírito Santo terá assento no Comitê
de Educação Profissional;
- Foi garantida a construção das 800 habitações
rurais prometidas nas negociações do ano passado;
- O Governo prometeu que no orçamento 2011 enviado à
Assembléia Legislativa terá recursos para construção
de habitações rurais;
- O Governo vai propor, junto a Caixa Econômica, alteração
no Programa Federal de Habitação Rural, de modo que
o programa também atenda os assalariados rurais.
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Volta
Pauta do Grito da Terra Espírito
Santo é entregue ao vice-governador
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Na tarde da última terça-feira (02/03)
os diretores da Fetaes estiveram no Palácio da Fonte Grande,
em Vitória para entregar ao vice-governador do Espírito
Santo, Ricardo Ferraço, a pauta de reivindicações
da 5ª edição do Grito da Terra Espírito
Santo, que neste ano acontecerá no dia 09 de março,
integrado as manifestações do Dia Internacional da
Mulher.
Na ocasião, os diretores apresentaram todas
as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras
rurais capixabas, frisando, especialmente, a questão da habitação
rural (garantia de recursos para a construção de 3
mil casas para atender os agricultores); violência no campo
(ampliação das delegacias em outros municípios)
e assistência técnica (contratação de
250 profissionais técnicos para atuarem na ATER, e a possível
transferência
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da UTE do Idaf para o Incaper ).
O vice-governador declarou que é possível
atender as reivindicações e que mobilizará
as secretarias de Estado, para juntos encontrarem soluções
para os problemas enfrentados no campo.
Ainda durante a reunião, foi marcado outro
encontro para o dia 09 de março, onde será apresentará
à comissão representativa dos trabalhadores e trabalhadoras
rurais capixabas a resposta do Governo Estadual às reivindicações
do Grito da Terra Espírito Santo deste ano.
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Agricultores familiares endividados poderão
fazer novo empréstimo pelo Mais Alimentos
Fonte: Contag
Os agricultores familiares que não puderam pagar
dívidas financiadas pelo programa Mais Alimentos, devido às
perdas causadas por problemas climáticos, terão direito
a um novo empréstimo. A decisão foi tomada pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN) e a norma já está valendo
desde o último dia 25 de fevereiro.
Para ter acesso ao financiamento, o agricultor precisa provar que a propriedade
foi atingida por catástrofes climáticas, como seca ou enchentes.
Servem como documentos de comprovação o laudo emitido pelas
empresas de assistência técnica de que a propriedade foi
atingida ou declaração da prefeitura, no caso de municípios
que decretaram estado de emergência ou calamidade pública.
Para conseguir o novo financiamento o agricultor precisa ainda de um projeto
técnico para o novo investimento.
O programa Mais Alimentos é uma linha de crédito voltada
para o investimento na infra-estrutura da propriedade, como compra de
máquinas e equipamentos.
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Volta
MSTTR comemora decisão do STF
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de obrigar
a gratuidade do transporte interestadual para idosos, no último
dia 17, foi comemorada pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais - MSTTR. O secretário de Terceira Idade da Contag e ex-presidente
da Fetaes, Natalino Cassaro, disse que essa é mais uma conquista
para o movimento.
O plenário do STF julgou Suspensão da Segurança (SS
3052) pedida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
para garantir a gratuidade e o desconto de 50% da passagem no transporte
interestadual de passageiros idosos, em cumprimento do artigo 40 do Estatuto
do Idoso (Lei nº 10.741/2003).
Na audiência foi confirmada, em agravo regimental, a decisão
do ministro Gilmar Mendes de suspender os efeitos de um mandado de segurança
deferido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que
suspendia a gratuidade até que uma ação contra o
referido artigo do Estatuto, ajuizada pela Associação Brasileira
das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) na Justiça
Federal, seja julgada.
Com a decisão do STF, enquanto o julgamento não for encerrado,
o artigo 40 do Estatuto do Idoso deve ser cumprido, ou seja, fica a obrigatoriedade
de reserva de duas vagas gratuitas por ônibus para idosos com renda
igual ou inferior a dois salários mínimos. Além de
desconto de 50% no preço das demais passagens para as pessoas idosas.
Para Cassaro, apesar de ser uma decisão temporária, tem
a sua importância. "Mas, é preciso fazer uma pressão
mais forte para que essa lei seja aprovada de verdade." O dirigente
informou ainda que a gratuidade no transporte interestadual para idosos
foi uma reivindicação de edições anteriores
do Grito da Terra Brasil. "Essa medida é um direito das pessoas
da terceira idade, pois poderão visitar os parentes, economizar,
trabalhar e ficar mais animados", completou.
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Volta
Grito da Terra Espírito Santo e Dia
Internacional da Mulher: Começam as entregas das pautas e negociações
com o Governo
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A Fetaes, em parceria com os
sindicatos filiados, iniciou na manhã desta quarta-feira
(24/02) a entrega da pauta de reivindicações da
5ª edição do Grito da Terra Espírito
Santo / Dia Internacional da Mulher. O documento foi entregue
à Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Pública
- SESP e à Secretaria de Estado de Agricultura, Aqüicultura
e Pesca - SEAG.
Durante a audiência com a SESP, os diretores
da Fetaes e os membros da comissão de negociação,
composta por representantes dos sindicatos, apresentaram ao subsecretário
André de Alburqueque Garcia as reivindicações
direcionadas a segurança, tais como: criação
da Secretaria Estadual
da Mulher; ampliação
e estruturação das
casas-abrigo;
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para que sejam expandidas as delegacias da mulher
para as regiões do Estado; que o Governo designe profissionais
capacitados com tarefa específica de atender e acompanhar
as mulheres na lavratura de ocorrências.
Além disso, ainda referente à segurança, foram
discutidos assuntos como o aumento exorbitante do vandalismo nas
lavouras dos municípios do interior do Espírito Santo,
e a Fetaes solicitou também que seja retomada a campanha
de conscientização para o desarmamento, já
que muitas pessoas que vivem na área rural portam, às
vezes até inconseqüentemente, armas caseiras e isso
acaba colaborando com o crescimento da violência no campo.
Na ocasião, o subsecretário falou da importância
de o relacionamento entre a Secretaria de Segurança e os
movimentos sindicais serem estreitados para que, coletivamente,
sejam construídas outras propostas, atendendo toda sociedade.
Para dar continuidade as negociações com a SESP,
a Fetaes e o subsecretario agendaram uma nova reunião para
o dia 03 de março com a presença dos chefes de polícia
do Estado.
"Estamos confiantes nessa próxima reunião que
acontecerá no dia 03. Acreditamos que nesse dia, com a presença
dos chefes de polícia, as nossas reivindicações
serão atendidas e para isso que isso realmente aconteça
pressionaremos o Governo", garantiu a coordenadora da Comissão
Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Espírito Santo,
Augusta Búffolo.
Na Secretaria de Estado de Agricultura, Aqüicultura e Pesca
- SEAG, a Fetaes reivindicou que o Governo reduza as taxas tributárias
para que possam ser garantidos preços justos para a produção
da agricultura familiar, principalmente para o café e os
insumos; que, em parceria com as prefeituras, sejam disponibilizados
espaços estratégicos de comercialização
direta para a agricultura familiar; foi solicitado também
que haja ampliação do programa Produtores de Água
e que o Governo tenha participação técnica
e financeira nos projetos referentes a educação ambiental,
propostos pelas organizações não governamentais.
Outro ponto da pauta de reivindicações apresentado
à Seag foi a contratação de 250 profissionais
técnicos para atuarem na Assistência Técnica
Rural (Ater), atendendo as necessidades dos agricultores familiares.
"Precisamos de assistentes técnicos qualificados que
acompanhem os agricultores, não só na elaboração
do projeto, mas durante todo o processo até que ele realmente
seja implementado. Por exemplo, ele também deve dar assistência
ao agricultor durante no plantio, cultivo e produção."
esclareceu a diretora da Secretaria de Política Agrícola
e Meio Ambiente da Fetaes, Jeane Albani Trevisani.
No que se refere a meio ambiente, as principais reivindicações
são: a estruturação dos órgãos
responsáveis pelas licenças ambientais; e que o Governo
articule e viabilize juntos aos deputados federais do Espírito
Santo, mecanismos para adequar a legislação ambiental
de acordo com a realidade local da agricultura familiar.
A 5ª edição do Grito da Terra Espírito
Santo / Dia Internacional da Mulher vai acontecer no dia 09 de março,
em Vitória e traz como tema: "Pelo fim da violência
contra as mulheres".
Ao longo dos anos o Grito da Terra Espírito Santo rendeu
importantes conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras rurais
capixabas. Na manifestação do ano passado foram conquistados:
a construção de 500 casas no interior do Estado para
os agricultores familiares; a instalação da tarifa
diferenciada, que reduziu em mais de 70% o custo de energia consumida
pelos produtores rurais; e o investimento de R$ 40 milhões
para o desenvolvimento da agricultura capixaba (Pronaf Capixaba),
sendo que oito milhões foram destinados a cursos de qualificação.
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Fetaes reúne entidades para discutir
criação do Fórum Estadual de Desenvolvimento Rural
Sustentável e Solidário
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Desenvolver a agricultura de maneira sustentável
é uma das principais preocupações do Movimento
Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais - MSTTR, e foi
pensando nisso que a Federação dos Trabalhadores
na Agricultura no Estado do Espírito Santo reuniu no dia
22 de fevereiro, no Calir, em Viana, diversas entidades ligadas
ao movimento social, tanto do campo quanto da cidade para discutirem
a criação do Fórum Estadual de Desenvolvimento
Rural Sustentável e Solidário.
Há alguns anos existia no Espírito
Santo o Fórum Estadual da Agricultura Familiar, entretanto,
o espaço visava exclusivamente à agricultura familiar.
O objetivo da Fetaes, em
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criar o Fórum de Desenvolvimento Rural Sustentável
e Solidário, é para que as discussões feitas
acerca da agricultura não fiquem apenas ligadas a agricultura
familiar, mas a outras questões como previdência social,
educação, meio ambiente, reforma agrária, legislação
diferenciada para o campo e, também, fortalecimento e valorização
da agricultura familiar, entre outras.
Segundo o presidente da Fetaes, Paulo Caralo, a proposta
da federação é que este novo Fórum seja
criado por representantes dos movimentos sociais, aqueles que realmente
lutam a favor dos trabalhadores e trabalhadoras. "Queremos,
com esse Fórum, unir forças às diversas entidades
para buscarmos melhor qualidade de vida para os nossos trabalhadores
e trabalhadoras. Infelizmente, não podemos esperar que propostas
que beneficiem os agricultores partam apenas do governo, temos que
reivindicar ações que favoreçam aqueles que
realmente precisam", reforçou Caralo.
Ainda, segundo o presidente, com a constituição
do Fórum serão construídas reivindicações
unificadas, facilitando assim as negociações com o
Governo. "Ao invés de cada entidade criar sua pauta
de reivindicações, o Fórum vai permitir que
seja criada uma única pauta que contemple a todos."
Antes da discussão a respeito da criação
do Fórum, o subsecretário Estadual da Agricultura,
Gilmar Dadalto, fez uma apresentação do Plano Estadual
de Desenvolvimento Rural, onde mostrou as ações desenvolvidas
pela Secretária de Estado da Agricultura, Abastecimento e
Pesca. Ele ainda fez um balanço de como a agricultura familiar
capixaba está hoje: 64% dos municípios do Espírito
Santo têm sua renda na agricultura familiar; 27% do PIB capixaba
está relacionado a agricultura familiar. Dadalto lembrou
ainda a importância de preservar os recursos hídricos
que há no Estado, porque só assim será possível
promover um desenvolvimento sustentável.
Na ocasião, os participantes da reunião
sugeriram nomes de outras entidades que ajudarão na composição
do Fórum. Além disso, também foi criada uma
coordenação provisória que ficará responsável
para promover outras reuniões acerca do assunto.
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Volta
Alimentação como direito social: MSTTR comemora
a conquista
Fonte: Contag
Foi publicado no Diário Oficial da União
na ultima sexta-feira (05/02), a promulgação da Emenda Constitucional
nº 64. O direito à alimentação foi instituído
no conjunto de direitos sociais, como prevê a Constituição
Federal, em seu artigo 6º.
Na avaliação do secretário de Políticas
Sociais da Contag, José Wilson, o Brasil deu mais um passo no sentido
de consolidar os direitos sociais fundamentais na vida do cidadão.
Para ele, "o direito à alimentação é
o direito mais legítimo, e assegurar isso é um dever do
estado", diz.
A notícia foi bem-recebida pelo MSTTR e o direito
à alimentação, agora incluso na Constituição,
legitima o trabalho dos agricultores e das agricultoras familiares de
todo o Brasil. Isso também valida a luta pela regulamentação
de políticas públicas que atendam esses agricultores. "É
uma vitória para a agricultura familiar, porque é ela quem
produz a alimentação base para este país" acrescenta
José Wilson.
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Volta
Assembléia do Conselho Deliberativo da Fetaes define estratégias
para os próximos anos
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A Fetaes realizou no dia 09
de fevereiro a Assembléia Geral Extraordinária de
seu Conselho Deliberativo para discutir assuntos como: liberação
dos novos diretores para a diretoria da executiva da entidade,
gratificação e Grito da Terra.
O principal assunto debatido foi a liberação
dos diretores, que foram eleitos pelo voto direto dos trabalhadores
e trabalhadoras rurais capixabas em outubro do ano passado e empossados
em dezembro. Pelo Estatuto Social da Fetaes os diretores da efetiva
só serão liberados e integrarão a diretoria
executiva após passarem por aprovação do
Conselho Deliberativo. Até então a diretoria executiva
da federação era composta pelo presidente, Paulo
Caralo, pelo Secretário de Administração
e Finanças, Clésio Brandão e pela Secretária
de Formação, Organização Sindical
e Comunicação, Valdirene Santana.
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Durante a assembléia, a maioria dos conselheiros
votou na proposta da diretoria executiva, que era de liberar mais
quatro dos dez diretores efetivos. Dos 101 votos, apenas um foi
contra a proposta de liberar mais quatro diretores, e 13 abstenções.
Os diretores liberados foram: o vice-presidente da Fetaes, Julio
Cezar Mendel, que além da vice-presidência assumirá
a secretaria de Políticas Sociais; a diretora da Secretaria
de Política Agrícola e Meio Ambiente, Jeane Albani
Trés Trevisani; o coordenador da Comissão Estadual
de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Clébio Marques
Brambati; e coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres
Trabalhadoras Rurais, Maria Augusta Búffolo.
Segundo o presidente da Fetaes, Paulo Caralo, a proposta da liberação
desses diretores foi construída devido à necessidade
de haver um número maior de pessoas para atender as demandas
dos trabalhadores e trabalhadoras. "Nos últimos quatro
anos, durante a gestão anterior, a Fetaes não fechou
nenhum ano no vermelho e nós tínhamos oito diretores
liberados. Isso nunca foi um problema, muito pelo contrário,
quanto mais diretores liberados mais trabalho desenvolveremos em
prol dos trabalhadores e trabalhadoras. Precisamos dos companheiros
para que o nosso Projeto Político ande."
Outro assunto abordado durante assembléia foi a gratificação
dos diretores. Após algumas apreciações, ficou
definido que a gratificação continua a mesma, sete
salários mínimos. Entretanto, os conselheiros avaliaram
e decidiram reduzir um salário mínimo da gratificação
recebida atualmente até dezembro deste ano. Após esse
período, será feito outra avaliação
para determinar se mantém ou altera a quantia.
Grito da Terra
Por fim, foram estabelecidas as estratégias para o Grito
da Terra Espírito Santo e Grito da Terra Brasil.
Este ano, o Grito da Terra Espírito Santo vai acontecer
no dia 09 de março, para integrar as ações
do Grito às manifestações do Dia Internacional
da Mulher. Pretende-se levar às ruas de Vitória cerca
de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras rurais, mas para isso
é preciso que os sindicatos façam mobilização
nas bases. A organização desses trabalhadores e trabalhadoras
foi um dos temas discutidos durante a Assembléia Geral Extraordinária
do Conselho Deliberativo da Fetaes.
Na ocasião os sindicatos revelaram como está sendo
feita a mobilização em cada município e quantos
trabalhadores e trabalhadoras devem ir à capital participar
da manifestação. Além disso, foi criada uma
comissão negociadora para cada secretaria, com um representante
de cada uma das 12 microrregionais. Na reunião também
foi apresentada aos diretores dos sindicatos a agenda referente
ao Grito: entre os dias 23 e 26 de fevereiro acontecerá a
entrega das pautas e no dia 03 de março a Fetaes realizará
um café da manhã para apresentar aos parceiros e a
imprensa a pauta de reivindicações da 5ª edição
do Grito da Terra Espírito Santo. O café da manhã
está previsto para acontecer no Hotel Praia Sol, na Praia
de Camburi, em Vitória.
O Conselho Deliberativo da Fetaes é formado pelos membros
da diretoria efetiva da federação e pelos membros
da diretoria efetiva dos sindicatos filiados. Na assembléia
também esteve presente o diretor da Contag e ex-presidente
da Fetaes, Natalino Cassaro.
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Volta
MSTTR-ES prepara pauta de reivindicações para Grito
da Terra Espírito Santo
A Fetaes, em parceria com os sindicatos de trabalhadores
e trabalhadoras rurais filiados, já deu início a elaboração
da pauta de reivindicações que será levada ao Governo
Estadual durante o Grito da Terra Espírito Santo deste ano.
A pauta é ampla e reúne reivindicações
relativas às políticas agrícolas (assistência
técnica, crédito), à reforma agrária (desapropriação
de terras e regularização e arrecadação das
terras devolutas), às políticas sociais (saúde, previdência,
educação e assistência social), ao meio ambiente (legislação
diferenciada para agricultura familiar, recolhimento do lixo rural). E
ainda, itens relacionados a defesa dos interesses das mulheres trabalhadoras
rurais e da juventude rural, entre outros.
Ao longo dos anos o Grito da Terra Espírito Santo
rendeu importantes conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras rurais
capixabas. Na manifestação do ano passado foram conquistados:
a construção de 500 casas no interior do Estado para os
agricultores familiares; a instalação da tarifa diferenciada,
que reduziu em mais de 70% o custo de energia consumida pelos produtores
rurais e o investimento de R$ 40 milhões para o desenvolvimento
da agricultura capixaba (Pronaf Capixaba), sendo que oito milhões
foram destinados a cursos de qualificação.
A 5ª edição do Grito da Terra Espírito
Santo está previsto para acontecer no dia 09 de março, em
Vitória e pretende trazer para as ruas da capital mais de 5 mil
trabalhadores e trabalhadoras rurais.
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Volta
Nova diretoria da Fetaes é empossada na próxima
segunda-feira
Os novos diretores e conselheiros fiscais que foram eleitos
para estarem à frente da Federação dos Trabalhadores
na Agricultura no Estado do Espírito Santo - Fetaes, serão
empossados na próxima segunda-feira, dia 21 de dezembro. A solenidade
de posse vai acontecer a partir das 18horas, no Calir, em Viana.
A nova direção da Fetaes tem como presidente
Paulo de Tarso Caralo, ex-diretor da secretaria de Política Agrária
e Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Agricultores
- Contag, e como vice-presidente, Julio Cezar Mendel, que atualmente coordena
a Comissão Estadual de Jovens Trabalhadores Rurais e a Secretaria
de Comunicação da Fetaes. Além dos dois, a diretoria
efetiva é composta ainda por: Clésio Antônio Brandão,
do município de Afonso Cláudio; Valdirene Alves Santana,
de Pinheiros; Jeane Albani Três Trevisani, do município de
São Domingos do Norte; Jeane Aparecida Coutinho dos Santos, de
Afonso Cláudio; Cleuza Calixto Silva Freitas, da cidade de Montanha;
Maria Augusta Búffolo, de Alfredo Chaves; Clébio Marques
Brambati, de Guarapari e Silvestre Ribeiro de Souza Netto, do município
de Barra de São Francisco. Já no Conselho Fiscal estão:
José Izidoro Rodrigues, de Colatina; Isaldino Alves de Souza, de
Iúna, e Maria José Valani, de Muniz Freire.
Os diretores e conselheiros que serão empossados
foram eleitos através das eleições diretas e unificadas
do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Espírito
Santo - MSTTR/ES, que aconteceram no dia 04 de outubro de 2009. Na ocasião,
mais de 20 mil trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de todo o estado foram
às urnas. O MSTTR/ES é o único movimento de trabalhadores
rurais do país que realiza eleições diretas e unificadas.
Para o novo presidente da federação, Paulo
Caralo, a diretoria que atuará no próximo quadriênio
tem como principal desafio discutir o futuro e o papel do movimento sindical
no Espírito Santo. "Precisamos identificar, de fato, qual
o papel do movimento e diferenciá-lo do papel do Governo, não
iremos e nem podemos executar políticas públicas que cabe,
como obrigação, ao poder público fazê-las.",
esclarece.
Ainda, segundo Caralo, a partir do próximo ano,
a Fetaes estará mais perto dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.
"Vamos trabalhar para ampliar nossa ação de base, fazendo
sindicalismo no local de trabalho, para que estejamos mais próximos
aos nossos trabalhadores e trabalhadoras, vendo de perto quais suas dificuldades."
Dentre as outras ações definidas pelos novos
diretores como prioridades nesse mandato estão: definir eixos centrais
e priorizar o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável
e Solidário - PADRSS; lutar pela valorização e fortalecimento
da Agricultura Familiar; trabalhar em prol de uma ampla e massiva reforma
agrária; garantir os direitos trabalhistas e sociais dos assalariados
e assalariadas rurais; combater o trabalho escravo; visar a proteção
e preservação ambiental; dar continuidade ao trabalho de
organização da juventude rural, das mulheres trabalhadoras
rurais e da terceira idade.
Estarão presentes na Solenidade de Posse, o presidente
da Contag, Alberto Broch, demais diretores da confederação,
o Secretário de Reordenamento Agrário do Ministério
de Desenvolvimento Agrário, Ademar Lopes de Almeida, representantes
das federações de outros estados, autoridades políticas,
entre outros.
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Volta
Fetaes contra importação de café
A Fetaes, a Seag e outras organizações
que representam os cafeicultores capixabas, assinaram no dia 30 de novembro
um documento em manifesto a importação de café verde
e para que sejam construídas políticas públicas que
sejam favoráveis a cadeia produtiva do café brasileiro.
O documento que tem como título "Não à importação
e sim à construção de políticas públicas
eficientes para todos os elos da cadeia produtiva do café brasileiro"
será enviado ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, ao Ministério do Planejamento, da Fazenda e de
Desenvolvimento Agrário. Nele contém dados técnicos
que mostram os pontos negativos que a cadeia produtiva do café
vai sofrer caso ocorra à importação.
Se isso ocorrer surgirá graves problemas sociais para o Estado,
e os trabalhadores e trabalhadoras rurais serão os mais prejudicados.
Os preços abaixo dos custos de produção afetarão
intensamente o segmento da produção.
Segundo o presidente da Fetaes, Joel de Abreu, é o momento de unir
forças e lutar em prol dos produtores. "Nós temos um
produto de excelente qualidade e diversas pessoas envolvidas nessa cadeia
produtiva, por isso temos uma grande preocupação com os
agricultores, já que pode voltar a ocorrer com mais intensidade
o êxodo rural. Temos que estar unidos neste momento para defender
o que é melhor para nossos trabalhadores e trabalhadoras".
Cafeicultura capixaba
(Fonte: SEAG)
O Espírito Santo se destaca, dentre os demais estados
produtores do País, pela produção das duas espécies
de café mais consumidas no mundo: Coffea arabica (café arábica)
e Coffea canephora (café robusta - Conilon). No conjunto das duas
espécies o Espírito Santo é o segundo maior produtor
brasileiro e o maior produtor de café robusta (Conilon), com 75%
da produção nacional desta espécie.
A cafeicultura capixaba está presente em mais de 56 mil propriedades
rurais, de um total de 93 mil existentes no Estado. Entre proprietários,
parceiros e empregados rurais são 130 mil famílias envolvidas
na produção cafeeira, gerando aproximadamente 400 mil postos
de trabalho diretos e indiretos, em todos os municípios do Espírito
Santo. A atividade cafeeira é conduzida dominantemente por produtores
de base familiar e produz cerca de 40% da renda do rural.
A produção capixaba de café, que corresponde a 10,23
milhões de sacas, representa aproximadamente 24% da produção
nacional, considerando a média das duas últimas safras,
com destaque para o café Conilon, cuja expressão, em âmbito
estadual, equivale a 75% da produção total.
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Volta
Novos diretores do MSTTR/ES recebem capacitação
Os novos diretores capixabas que irão atuar no Movimento
Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Espírito Santo
(MSTTR/ES) participarão do "Encontro de Capacitação
de Jovens Líderes do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais do Espírito Santo", realizado pela Fetaes, por meio
da Comissão Estadual de Jovens, em parceria com a Contag.
Apesar de ser voltada a juventude, a capacitação
contará com a participação de todos os diretores
que estão pela primeira vez na direção dos sindicatos.
O objetivo do encontro é possibilitar as novas lideranças
sindicais aprofundar o seu conhecimento em relação ao trabalho
feito pelo MSTTR, afim de que eles tenham consciência de como desenvolver
suas ações futuramente.
Durante o evento, os atuais diretores da federação
apresentarão o papel de cada secretaria, dando ênfase ao
Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário
(PADRSS). O encontro acontecerá nos dias 10 e 11 de dezembro, no
Calir, em Viana.
Programação:
1° Dia - 10/12/2009
08h:00 - Café da manhã e Inscrições
09h:00 - Abertura (Diretoria da FETAES)
09h:30 - Dinâmica de abertura
09h:50 - Socializações da atividade
Perguntas geradoras:
- Qual é o papel da secretária?
- Como ela atua no STR e leva benefício ao campo?
10h:00 - 1° Bloco - Sec. Política Agrária, Sec. Política
Agrícola e Meio Ambiente
10h:45 - Cochicho
11h:05 - Apresentação do cochicho
11h:20 - 2° Bloco - Sec. Políticas Sociais e Assalariados (as)
12h:05 - Cochicho
12h:25 - Apresentação do cochicho
12h:35 - Almoço
13h:40 - 3°Bloco - Sec. Administração e Finanças,
Sec. Formação e Organização
14h:25 - Cochicho
14h:45 - Apresentação do cochicho
15h:00 - 4°Bloco - Geração, gênero e Sec. de Comunicação
15h:45 - Cochicho
16h:05 - Apresentação do cochicho
16h:20 - Lanche
16h:40 - O que é o PADRSS ?
17h:10 - Principais ações do MSTTR
17h:30 - Encerramento
18h:30 - Jantar
2° Dia - 11/12/2009
07h: 00 - Café da manhã
08h:00 - Balanço das Atividades da "Juventude Rural"
no âmbito do Movimento Sindical Rural Capixaba" . Julio Cezar
Mendel - Coordenador da CEJTTR-ES
08h:50 - Divisões do trabalho em grupo e seu objetivo;
09h:00 - Plano estratégico da juventude rural para 2010 a nível
regional (Norte I, Norte II, Sul, Centro e Serrana) e Pré-indicação
dos futuros membros da Comissão Estadual de Jovens.
10h:30 - Apresentações das estratégias regionais
para 2010.
11h:00 - Plenária
12h:15 - Encaminhamentos finais.
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Volta
Fetaes realiza II Módulo da Enfoc Estadual
A Fetaes, por meio da Secretaria de Formação
e Organização Sindical, em parceria com a primeira turma
de formandos da Enfoc Nacional, realiza nos dias 25, 26 e 27 de novembro,
no Calir, em Viana, o II Módulo do Curso de Formação
Política e Sindical da Escola Nacional de Formação
da Contag - (Enfoc) no Espírito Santo.
Esta etapa do curso terá como eixo temático "Desenvolvimento
Rural Sustentável e Solidário e Pedagogia para uma nova
Sociabilidade". Cerca de 40 alunos participam do Curso.
O primeiro módulo do Curso de Formação
da Enfoc no Espírito Santo aconteceu em maio de 2008 e abordou
assuntos voltados ao tema principal, que foi Estado, Sociedade e Ideologia.
O curso acontece em três módulos e tem como
objetivo viabilizar a formação de formadores e multiplicadores
no Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais - MSTTR,
de modo a aprimorar seu conhecimento e multiplicá-lo em sua área
de atuação.
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Volta
Câmara rejeita projeto que muda regras de enquadramento do
agricultor rural
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados
rejeitou o Projeto de Lei do Deputado Assis do Couto, que muda as regras
de enquadramento do agricultor familiar para fins de contribuição
sindical. A resolução não é boa notícias,
já que o Projeto fortalece a organização e a auto-sustentação
do movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Pelo projeto,
os produtores que tenham propriedade entre dois e quatro módulos
fiscais e que não mantenham empregados seriam considerados agricultores
familiares.
Atualmente eles são enquadrados como empresário
rurais, o que de acordo como secretário de Finanças e Administração
da Contag Manoel dos Santos, não corresponde à realidade.
"O tamanho da propriedade rural não é definidor. Temos
pessoas com menos de dois módulos que têm condições,
estrutura econômica e que esta enquadrado na condição
de empresário, produtor de frango, etc . Agora, se pegarmos um
produtor do nordeste, com 4, 5, às vezes 6 módulos de terra
no sertão do Siridó no RN, no sertão do Moxotó
no Pernambuco, mas não consegue ter naquela propriedade nem o sustento
da sua família", explica Manoel.
A lei da Agricultura Familiar caracteriza como agricultor
familiar, que possui propriedades de até quatro módulos
fiscais. Portanto, as normas atuais de enquadramento sindical estão
em contradição com essa legislação. "Se
comete um grande equivoco e uma injustiça na forma como a Constituição
enquadra os trabalhadores da agricultura familiar, quando todos que têm
mais de dois módulos rurais são tratados como empresário.
Isso não corresponde a verdade dos fatos. Nada mais justo do que
se fazer a alteração da lei para enquadramento sindical,
para enquadramento previdenciário, seguindo a regra q temos para
o credito", defende Manoel dos Santos.
O Projeto será analisado agora pela Comissão
de Trabalho, Administração e Serviço Público.
Se a proposta for rejeitada novamente pelo deputados, ela será
arquivada e só poderá ser apresentada de novo na próxima
legislatura, a partir de 2001.
Fonte:Iara Balduino, Agência Contag
de Notícias
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Volta
Dia Estadual da Trabalhadora Rural é comemorado com homenagem
e passeatas
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Este ano, pela segunda vez, as trabalhadoras rurais
capixabas festejaram o Dia Estadual da Trabalhadora Rural, comemorado
no dia 15 de outubro. Para homenagear e proporcionar a todas as
mulheres um dia de lazer, a Fetaes realizou dois grandes eventos,
um no município de Mantenópolis, outro em Venda
Nova do Imigrante.
Comemoração em Mantenópolis
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O primeiro dia de comemoração aconteceu em 09 de
outubro, na cidade de Mantenópolis e reuniu mais de 500 trabalhadoras
rurais dos municípios que pertencem as regiões Norte
I e Norte II. O evento teve início com uma abertura solene
que contou com a participação de autoridades locais,
diretores da Fetaes, representantes da Comissão Estadual
de Mulheres e com o proponente da lei, o deputado estadual, Givaldo
Vieira.
Durante o evento, as trabalhadoras saíram em passeata percorrendo
as ruas da cidade e nem mesmo a chuva que caiu durante a caminhada,
desanimou as mulheres. Munidas com faixas e vestindo camisetas doadas
pela Fetaes, evidenciando o 15 de Outubro, elas aproveitaram o momento
para falar da importância do seu trabalho para a agricultura
e o anseio pela valorização da categoria.
Após a passeata houve o almoço, e no restante do
dia ainda aconteceram apresentações de bandas de forró,
campeonato de futebol e um desfile, onde foi eleita a Miss Trabalhadora
Rural. A faixa foi para Silerci Pereira de Souza Santos, do município
de Ecoporanga.
Festa em Venda Nova do Imigrante
Já no dia 14 de outubro, as comemorações aconteceram
em Venda Nova do Imigrante, e mais uma vez as mulheres das regiões
Centro, Sul e Serrana, foram em peso, o evento reuniu mais de 1000
trabalhadoras rurais.
Assim como em Mantenópolis, as comemorações
em Venda Nova iniciaram com uma abertura solene, e logo depois as
mulheres saíram em passeata pelas ruas do município.
Após a caminhada e o almoço aconteceu uma palestra
com o Padre Marone que teve como tema O Papel da Mulher na
Sociedade. Na ocasião ainda houve sorteio de brindes
e show com banda de forró.
Depoimentos
Comemorar o Dia Estadual da Trabalhadora Rural é muito
bom. Todos, principalmente as profissões têm seu dia
específico, agora também temos o nosso. No dia 15
de outubro sempre seremos lembradas.
(Divina Gonçalves Mantenópolis)
As Trabalhadoras Rurais sofrem muito e essa data representa
que estamos sendo valorizadas. Sinto-me muito mais feliz hoje em
saber que existe o Dia da Trabalhadora Rural.
(Maria da Penha Cabral Mantenópolis)
Comemorar o Dia Estadual da Trabalhadora Rural é um
privilégio para nós, mostra que estamos ocupando nosso
espaço na sociedade. Sinto orgulho de ser trabalhadora rural
e de participar dessas comemorações.
(Carmem Cosme Merotto Santa Teresa)
A data representa o fortalecimento da categoria. Estamos
mostrando nossa força. Antes não tínhamos espaço
na sociedade agora sentimos que estamos sendo inseridas.
(Judith Falqueto Venda Nova do Imigrante)
Trabalhadoras Rurais são homenageadas na Assembléia
Legislativa
As trabalhadoras rurais capixabas receberam uma homenagem na Assembléia
Legislativa do Espírito Santo em comemoração
ao Dia Estadual da Trabalhadora Rural, 15 de outubro.
A sessão solene foi presidida pelo deputado Givaldo Vieira,
proponente da lei. Durante seu discurso o deputado lembrou o valor
da mulher do campo e sua importância para a sociedade. Givaldo
revelou ainda sua admiração pela organização
e luta das trabalhadoras rurais. A lei é uma conquista
do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR),
que lutou para que essa data existisse. Ao criar a lei eu queria
valorizar a grande capacidade de organização das mulheres
rurais capixabas, afinal isso é o que mais me encanta no
movimento sindical., destacou Givaldo Vieira.
O evento também contou com a presença do deputado
estadual, Cláudio Vereza, que relembrou os problemas enfrentados
pelas mulheres do campo ao longo dos anos. Além dos deputados,
estiveram presentes na solenidade os diretores e funcionários
da Fetaes e dos sindicatos filiados, representantes da Secretaria
de Estado da Agricultura (Seag), do Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra), da Central Única dos Trabalhadores
(CUT/ES) e outras autoridades.
Receberam os certificados: a ex-coordenadora da Comissão
Estadual de Mulheres e secretária municipal de Ação
Social de Ibatiba, Maria da Penha Canabarro da Silveira; a diretora
da secretaria de Formação e Organização
Sindical e 3ª Idade da Fetaes , Maria Augusta Búffolo;
representando a Comissão Estadual de Mulheres, Marcélia
Bruneli Mistura, de Venda Nova do Imigrante; e Vânia Bravin,
do município de Colatina.
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Volta
Censo: agricultura familiar produz mais e em área menor
(Fonte: Século Diário)
Mesmo ocupando apenas 24,3% da área destinada à
agropecuária, a agricultura familiar é ainda a que mais
produz alimentos no País. Segundo o Censo do IBGE, o setor ainda
emprega 75% da mão-de-obra do campo e é quem mais produz
em menor área. Esta foi a primeira vez que o censo retrata agricultoras
familiares. Só no Estado, este setor é representado por
80 mil famílias.
Em todo o País, diz o censo, foram identificados
4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, representando 84,4%
do total, (5.175.489 estabelecimentos), mas que ocupam apenas 24,3% (ou
80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos
agropecuários brasileiros.
Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura
familiar responde por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4
bilhões) desse total. Mesmo cultivando uma área menor, a
agricultura familiar é responsável por garantir a segurança
alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica consumidos
pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura
familiar é de R$ 677,00 por hectare/ano.
Os dados do IBGE apontam que em 2006 a agricultura familiar
foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca,
70% de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz,
58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos
e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação
da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção
anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.
Este setor emprega quase 75% da mão de obra no campo
e é responsável pela segurança alimentar dos brasileiros.
No Estado, as informações sobre o setor ainda
são poucas. Entretanto, já se sabe que só de propriedades
orgânicas registradas são 130 e há mais 300 em processo
de conversão. Ao todo, ocupam 8 mil hectares de terras capixabas.
Essa produção, por exemplo, possibilita ao capixaba ter
acesso a hortaliças, frutas (como banana, mamão, morango,
graviola), assim como ovos, frango, cafés, entre outros produtos
sem o risco do agrotóxico.
Segundo o censo, no País 12,3 milhões de
trabalhadores no campo estão em estabelecimentos da agricultura
familiar (74,4% do total de ocupados no campo). Ou seja, de cada dez ocupados
no campo, sete estão na agricultura familiar, que emprega 15,3
pessoas por 100 hectares.
Dois terços do total de ocupados no campo são
homens. Mas o número de mulheres é bastante expressivo:
4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão na agricultura
familiar. As mulheres também são responsáveis pela
direção de cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura
familiar.
O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3
milhões de estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são
proprietários da terra. Isso representa 74,7% dos estabelecimentos
com uma área de 87,7%.
Os critérios que definem o que é agricultura
familiar para a pesquisa foram determinados pela Lei nº 11.326 aprovada
em 2006. Eles são mais restritivos do que os critérios usados
em estudos feitos anteriormente por outros organismos, como a Fao/Incra
e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326 determina
que quatro módulos fiscais constituem o limite máximo para
um empreendimento familiar. Determina também que a mão de
obra deve ser predominantemente da própria família e a renda
deve ser originada nas atividades da propriedade e a direção
também tem que ser feita por um membro da família.
Das 80 mil famílias agricultoras no Estado, 12 mil
são ligadas ao Movimento dos Pequenos Agricultores, cujos membros
realizam toda a produção de maneira orgânica e sustentável.
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Volta
Fetaes conquista mais um assentamento para os trabalhadores (as)
capixabas
Mais uma conquista dos trabalhadores e trabalhadoras rurais
capixabas que deve ser comemorada. Depois de muita luta da Fetaes, STRs
e dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, no dia 12 de agosto, o presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto
que "declara de interesse social, para fins de reforma agrária,
o imóvel rural denominado 'Fazenda Santa Luzia', situado no município
de São Gabriel da Palha". Ou seja: a partir de agora o terreno
é um assentamento da Reforma Agrária.
A área tem 222 hectares, 33 ares e 94 centiares.
Vinte e uma famílias já estão acampadas esperando
somente a ordem do Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) para fazer a ocupação dos lotes.
Segundo o diretor da Secretaria de Política Agrária
da Fetaes, Roberto Carlos Keffer, novos assentamentos estão por
vir. "Esse assentamento é, sem dúvida, uma grande conquista
do MSTTR que há anos vem lutando pela reforma agrária. Essa
não é uma vitória apenas da Fetaes, mas também
do STR de São Gabriel da Palha, por isso parabenizo toda a diretoria.
Em vários outros municípios capixabas teremos novos assentamentos
como em Ecoporanga, Mimoso do Sul, Serra, Laranja da Terra, Itarana. A
desapropriação dessas áreas ainda está tramitando
na Justiça Federal, mas em breve alcançaremos novas terras
para nossos os agricultores familiares."
De acordo com Keffer, ainda há muito o que se fazer
para dar mais dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras rurais. "Estamos
trabalhando agora para que haja agilidade por parte do Governo nos processos
de arrecadação de terras devolutas para assentamentos de
trabalhadores rurais, pois ainda temos nos municípios de Montanha,
Pinheiros, Ecoporanga, Barra de São Francisco muitos companheiros
acampados aguardando processos de arrecadação dessas terras.
Quando isso acontecer haverá diminuição na desigualdade
social, aumentará a produção de alimentos e a renda
dos nossos trabalhadores e trabalhadoras, minimizando assim a exclusão
social."
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Volta
Enfoc Regional Sudeste acontece no Espírito Santo
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Quarenta alunos da turma da Escola Nacional de
Formação da Contag (Enfoc), estiveram no Espírito
Santo participando do II Módulo da Enfoc Regional Sudeste,
que aconteceu do dia 13 a 19 de setembro, no Hotel Praia Sol,
em Nova Almeida.
O II Módulo do curso
teve como eixo temático História, Concepções
e Práticas Sindicais, e durante os sete dias da Enfoc os
alunos conheceram como se deu a formação do Movimento
Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), partindo
desde as lutas pré-sindicais até a atualidade.
Ainda, no II Módulo, os educandos socializaram
as pesquisas intermódulo feito por cada estado, que
resgatou a história do MSTTR no Espírito
Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e
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Minas Gerais. Após a socialização
dos trabalhos, e para dar ênfase a discussão, foram
ouvidas memórias vivas desse processo de formação
do movimento, que contaram suas histórias de lutas, entre
elas a presidente do Sindicato da Serra, Maria José Alves
Ferreira, conhecida como Dona Zezé. No curso também
foi tratado o surgimento da Contag e das Centrais Sindicais.
Durante a discussão sobre o tema "O MSTTR
na atualidade" o diretor da secretaria de Assalariados Rurais
da Fetaes, Creuzimar Ribeiro da Silva, falou como funciona a organização
dos assalariados no Espírito Santo. Já o coordenador
da Comissão Estadual de Jovens, Julio Cesar Mendel e a ex-coordenadora
da Comissão Estadual de Mulheres da Fetaes e atual secretária
municipal de Ação Social do município de Ibatiba,
Maria da Penha Canabarro, lembraram o aumento significativo no número
de jovens e mulheres inseridos no MSTTR e os avanços que
eles alcançaram nos últimos anos. Por fim, a diretora
da secretaria de formação e organização
sindical da Fetaes, Maria Augusta Búffolo explanou como funciona
as eleições sindicais no estado, evidenciando que
o Espírito Santo é o único estado onde acontece
eleições diretas.
Na tarde de lazer, os alunos conheceram a Sede da Fetaes e visitaram
o Convento da Penha, principal cartão postal do Espírito
Santo.
O curso acontece em três módulos, em todas as regiões
do Brasil. O primeiro módulo do Regional Sudeste foi realizado
em Belo Horizonte, em Julho e o último acontecerá
em novembro, em São Paulo.
O objetivo da Enfoc é viabilizar a formação
de militantes do MSTTR, de modo a aprimorar seu conhecimento e multiplicá-lo
em suas áreas de atuação.
Os 10 alunos capixabas que participaram do curso darão continuidade
a Enfoc, trazendo para o Espírito Santo o conhecimento adquirido
na escola e estendendo a todo o estado, de modo a formar outros
educadores.
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Diretor da Fetaes é homenageado na Assembléia Legislativa
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No dia 12 de agosto, o coordenador da Comissão
Estadual de Jovens Trabalhadores(as) Rurais - CEJTTR e diretor
da Secretaria de Comunicação da Fetaes, Julio Cezar
Mendel foi homenageado na Assembléia Legislativa do Espírito
Santo durante a Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional
do Agricultor.
A homenagem se deu pelo trabalho que Julio desenvolve
na CEJTTR. Mendel recebeu das mãos do deputado Atayde Armani
o diploma. Representando a Fetaes o diretor compôs a mesa
ao lado de deputados e representantes das entidades que têm
trabalhos voltados à agricultura.
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Durante sua fala, Julio enfatizou a importância
da organização da juventude rural e da agricultura
familiar no desenvolvimento do Estado do Espírito Santo e
solicitou dos poderes Executivo e Legislativo que criem novas políticas
que atendam as necessidades dos agricultores e agricultoras familiares
do estado, proporcionando a sustentabilidade do campo.
"Receber essa homenagem é motivo
de orgulho, pois trabalhar a organização da juventude
rural capixaba é um grande desafio. Desde a criação
da Comissão Estadual de Jovens Trabalhadores e Trabalhadores
Rurais do ES, estamos lutando incansavelmente para que haja políticas
que realmente atendam os anseios e as necessidades deste público,
objetivando uma vida mais digna e igualitária para os nossos
jovens".
Além de Julio, outras 84 pessoas entre
produtores, políticos e fomentadores da agricultura no Espírito
Santo foram homenageados pelo trabalho desempenhado em favor do
campo capixaba.
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Volta
Diretor da Fetaes está na Direção Nacional
da CUT
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O diretor da secretaria de administração
e finanças da Fetaes, Clésio Antônio Brandão
foi eleito para integrar a direção nacional da Central
Única dos Trabalhadores - CUT. Brandão irá
representar os trabalhadores(as) rurais capixabas na diretoria
ampliada.
A eleição do diretor da Fetaes é
uma conseqüência do trabalhado desenvolvido pela Federação.
"Ter quem represente os trabalhadores(as) rurais capixabas
na CUT Nacional é muito importante para melhorar a conexão
entre os trabalhadores(as) do campo e da cidade e avançarmos
nas conquistas para a nossa categoria", afirma Brandão.
Além de Clésio, também foi
eleito para compor a diretoria executiva da CUT o companheiro
Jasseir Alves Fernandes, Secretário Geral da CUT/ES e ex-diretor
da Fetaes.
A eleição foi durante o 10° Congresso
Nacional da CUT - Concut, que aconteceu do dia 3 a 7 de agosto,
em São Paulo. Os eleitos foram empossados no último
dia.
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| Clésio Antônio
Brandão foi eleito para compor a diretoria ampliada da CUT
Nacional |
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Ainda no congresso, foi criada a Coordenação
Nacional dos Cutistas no Campo, que será responsável
para ampliar a luta de trabalhadores(as) rurais.
No evento foram debatidos temas como a construção
de um modelo de desenvolvimento sustentável centrado no trabalho
e a ampliação de políticas públicas
com maior controle social sobre o Estado.
Nos cinco dias, cerca de 2.500 delegados de
todo o país participaram do Concut, sendo 400 trabalhadores
rurais ligados à Contag.
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Volta
Por uma política nacional de Educação do Campo
Fonte: Jornal da Contag
Reconhecimento da Educação do Campo possibilita
a criação de programas específicos para a melhoria
do ensino nas áreas rurais, mas os desafios ainda são muitos
A atuação da Contag e de outros movimentos sociais, na última
década, fez que Educação do Campo ganhasse espaço
na agenda do governo federal. No entanto, os números mostram que
o acesso e a qualidade do ensino nas áreas rurais ainda está
abaixo do esperado.
Até 2001, a concepção de Educação
do Campo não era sequer reconhecida na legislação
brasileira. Uma resolução do Conselho Nacional de Educação
(CNE), de 2002, estabeleceu diretrizes para as escolas do campo, o que
possibilitou a criação de proposta pedagógica e calendário
diferenciados. Em 2004, o Ministério da Educação
(MEC) criou a Coordenação-Geral de Educação
do Campo e, em 2008, a Comissão Nacional de Educação
do Campo (Conec). Esses espaços de debate e construção
de políticas, entre governo e sociedade, possibilitaram o surgimento
de alguns programas.
Criado em 2005, o ProJovem Campo - Saberes da Terra já
atendeu 40 mil estudantes, e seu foco é educar jovens que ainda
não tiveram acesso, ou não concluíram, o ensino básico.
A cearense Maria Aparecida Souza é uma das beneficiadas pelo programa.
Ela havia abandonado os estudos, após concluir o quinto ano do
ensino básico. "A escola era longe de casa. Voltei a estudar
porque no ProJovem tínhamos aula menos dias na semana, aprendíamos
técnicas agrícolas e também tínhamos aula
no campo", diz.
Especialização - O MEC também criou
o ProCampo, que apoia a criação de cursos de licenciatura
em Educação do Campo, voltados a professores de escolas
do campo e jovens que atuam em programas de educação. "Há
defasagem muito grande de profissionais para atuar nesse segmento. Por
isso, antes de expandir salas de aula, é preciso formar professores",
explica a coordenadora-geral da Educação no Campo do MEC,
Wanessa Sechim. Hoje, 26 universidades já oferecem o curso, para
1,8 mil estudantes.
O secretário de Políticas Sociais da Contag,
José Wilson, reconhece os avanços, mas lembra que ainda
há muito que fazer. "Não bastam apenas programas, precisamos
que a Educação do Campo seja consolidada e tratada como
política de Estado, tanto pelo governo federal, como por estados
e municípios", defende.
Os números mostram que o ensino nas áreas
rurais ainda está abaixo do esperado. Dados da Pesquisa Nacional
de Amostra por Domicílios (Pnad), do IBGE, mostram que, de 2005
a 2007, o analfabetismo na população rural com mais de 15
anos caiu apenas 1,6% (de 25% para 23,4%). Para José Wilson, isso
ocorre porque as políticas para essa modalidade de ensino, muitas
vezes, não são executadas na ponta. "A maioria dos
gestores locais não tem, ainda, a visão da importância
da Educação do Campo. Por isso entendemos que o governo
federal tem papel fundamental, de estimular o debate e a aplicação
das diretrizes em estados e municípios", diz.
Pacto - Uma articulação entre MEC, Conselho
Nacional de Secretários de Educação (Consed) e União
Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
prevê a criação de pacto para fortalecer a Educação
do Campo. Entre os principais pontos, está a garantia de que seja
considerada política de Estado, assumida efetivamente por estados
e municípios.
Outro destaque defendido pelo pacto é o aumento
e a aplicação da diferença da "verba de custo-aluno",
assegurado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
Básica (Fundeb), além da valorização do magistério.
Atualmente, para cada R$1 repassado pelo governo federal aos municípios
para o ensino básico, em localidades urbanas, a União repassa
R$1,05 para aquelas com ensino básico em localidades rurais. Os
entes federados que propõem o pacto defendem que esse valor seja
de R$1,20.
Pronera: desafios e continuidade
O Programa Nacional de Educação da Reforma
Agrária (Pronera) completou 11 anos de existência e é
considerado forte estratégia de acesso à educação
para assentados e acampados da reforma agrária. O programa foi
criado por meio de parceria entre movimentos sociais e Incra, para aumentar
o nível de escolarização dos trabalhadores e das
trabalhadoras rurais assentados. Hoje, ele apoia projetos da alfabetização
ao ensino superior, e atende mais de 17 mil alunos.
Em muitos lugares, o Pronera é a única possibilidade
de acesso à educação para trabalhadores e trabalhadoras
rurais. Porém, esse programa tem enfrentado diversas ofensivas
do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União,
os quais questionam suas ações.
O fechamento do curso de Direito, voltado a assentados e assentadas rurais,
na Universidade Federal de Goiás (UFG), é só um dos
problemas por que passa o programa. No dia 15 de junho, a Procuradoria-Geral
de Goiás determinou o fim do curso de Direito, alegando que uma
turma especial fere o princípio de equidade. O Incra anunciou que
vai entrar com recurso para reverter a decisão. O secretário
de Políticas Sociais da Contag, José Wilson, lamentou a
decisão. "Essa era uma oportunidade para que os assentados
tivessem acesso a um curso superior, já que sempre foram privados
de educação de qualidade".
Suspensão - A Procuradoria Jurídica
do MEC recomendou que fossem suspensos o pagamento de bolsas de ensino
a professores de universidades federais e estaduais, o quais davam aulas
em cursos de extensão e ou cursos especiais. Com isso, vários
cursos do Pronera tiveram de ser interrompidos. "Defender a continuidade
do programa é defender o acesso dos trabalhadores a um direito
fundamental, que é a educação. Por isso nossa luta
é pela manutenção e ampliação do Pronera,
e não o contrário", argumenta José Wilson.
Neste ano, o governo federal cortou o orçamento
do programa em 62%, caindo de R$69 milhões para R$26 milhões.
Segundo o secretário de Política Agrária da Contag,
Willian Clementino da Silva, mesmo com os problemas recentes, o Pronera
já teve muitos avanços desde sua criação.
"O Pronera é fundamental para os assentados, pois oferece
oportunidade de educação à parcela excluída",
diz.
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Volta
Tarifa diferenciada de energia para agricultura familiar
Tarifa Verde
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Depois de muita luta e cobrança ao Governo
Estadual, enfim, mais uma vitória que a Fetaes comemora:
a Tarifa Diferenciada de energia, também conhecida como
Tarifa Verde, será implantada nas lavouras do Espírito
Santo ainda este ano. Até o final de 2009 serão
instalados mil medidores, que vai reduzir em até 75% o
custo da energia consumida pelo agricultor capixaba.
A implantação da tarifa foi uma conquista
da Fetaes, que durante o Grito da Terra Espírito Santo
2009 negociou com o a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento,
Aqüicultura e Pesca Seag a facilitação
do acesso à taxa diferenciada de energia para a agricultura
familiar do Estado.
Um grupo de trabalho, incluindo representantes
da Fetaes, da Seag e de outros órgãos, foi criado
para elaborar uma proposta a ser executada pelo governo
estadual de como serão adquiridos e instalados os medidores.
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| Grupo de trabalho discutiu
propostas para instalação da tarifa diferenciada |
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Depois de muitas reuniões ficou definido que
a Seag doará os medidores (relógios), já a
instalação e as orientações ficarão
a cargo das concessionárias (Escelsa e Santa Maria) e adquirir
o padrão será responsabilidade do agricultor.
Neste ano serão instalados 1.000 medidores,
porém, o programa continuará até 2012 com proposta
de beneficiar cerca de 16 mil famílias de agricultores que
trabalham com a agricultura familiar.
Programa
para Implantação de Tarifa diferenciada.
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Volta
Trabalhadores (as) do Campo e da Cidade vão às ruas
de Vitória em defesa dos direitos sociais
Jornada Nacional Unificada de Lutas
(Informações CUT)
No dia 14 de agosto, manifestantes de todo o Brasil ocuparão
as ruas do país na Jornada Nacional Unificada de Lutas. O ato exige
o fim das demissões imotivadas, mais emprego e melhores salários,
manutenção e ampliação dos direitos, redução
das taxas de juros, redução da jornada de trabalho sem redução
de salários, reforma agrária e urbana e investimentos em
políticas sociais.
No Espírito Santo a manifestação terá
início às 8 horas, com concentração na Praça
de Jucutuquara, de lá os trabalhadores (as) seguirão até
o Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória.
Abaixo, a íntegra do documento de convocação
para a Jornada Nacional Unificada de Lutas.
Jornada Nacional Unificada de Lutas
Não às demissões. Pela redução
da jornada de trabalho sem redução de salários. Em
defesa dos direitos sociais.
O Brasil vai às ruas no dia 14 de agosto. Os
trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade unidos contra a crise
e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção
dos direitos e pela sua ampliação, pela redução
das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho
sem redução de salários, pela reforma agrária
e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais.
A crise da especulação e dos monopólios
estourou no centro do sistema capitalista mundial, os Estados Unidos da
América, e atinge todas as economias.
Lá fora - e também no Brasil -, trilhões
de dólares estão sendo torrados para cobrir o rombo nas
multinacionais, em um poço sem fim. Mesmo assim, o desemprego se
alastra, podendo atingir mais de 50 milhões de trabalhadores.
No Brasil, a ação nefasta e oportunista
das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio
Doce, CSN e Embraer, levou à demissão centenas de milhares
de trabalhadores e trabalhadoras.
O Governo Federal, que injetou bilhões de reais
na economia para salvar os bancos, as montadoras e as empresas de eletrodomésticos
(linha branca), tem a obrigação de exigir a garantia de
emprego para a Classe Trabalhadora como contrapartida à ajuda concedida.
O povo não é o culpado pela crise. Ela
é resultado de um sistema que entra em crise periodicamente e transforma
o planeta em uma imensa ciranda financeira, com regras ditadas pelo mercado.
Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a Classe
Trabalhadora pague pela crise.
A precarização, o arrocho salarial e o
desemprego prejudicam os mais pobres. Nas favelas e periferias. É
preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada de trabalho sem
reduzir salários, acelerar a reforma agrária e urbana, ampliar
as políticas em habitação, saneamento, educação
e saúde e medidas concretas dos governos para impedir as demissões,
garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.
Com este espírito de unidade e luta, vamos realizar
em todo o país grandes mobilizações.
Não às demissões! Pela ratificação
das Convenções 151 e 158 da OIT*! Redução
dos juros! Fim do superávit primário! Redução
da jornada sem redução de salários e direitos! Reforma
agrária e urbana, já! Fim do fator previdenciário!
Em defesa da Petrobrás e das riquezas do pré-sal! Por saúde,
educação e moradia! Por uma legislação que
proíba as demissões em massa! Pela continuidade da Valorização
do salário mínimo e pela solidariedade internacional aos
povos!
* A Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho - OIT regulamenta a negociação
coletiva no serviço público, enquanto a Convenção
158 restringe a demissão imotivada dos trabalhadores
Organizadores:
CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, NCST, UGT, Intersindical, Assembleia
Popular, Cebrapaz, CMB, CMP, Conam, FDIM, Marcha Mundial das Mulheres,
MST, MTD, MTL, MTST, OCLAE, UBES, UBM, UNE, Unegro/Conen, Via Campesina,
CNTE, Círculo Palmarino, Consulta Popular
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Volta
Fetaes realiza Encontro Estadual sobre a Cadeia Produtiva do Leite
na Agricultura Familiar
No ano passado a Fetaes esteve no Paraná para conhecer
o processo de organização dos agricultores familiares e
assentados dos programas de reforma agrária da região. Durante
a visita, os paranaenses apresentaram como é feito o desenvolvimento
da cadeia produtiva do leite, envolvendo a produção, crédito,
agro-industrialização e comercialização.
A visita ao Paraná foi tão boa, que a Federação
resolveu realizar o 1° Encontro Estadual sobre a Cadeia Produtiva
do Leite na Agricultura Familiar, que vai acontecer nos dias 23 e 24 de
julho, no Calir, em Viana.
Durante o encontro serão apresentados trabalhos
e projetos que já existem no Estado e debatidas propostas para
aperfeiçoamento e implantação de novos projetos.
Programação:
23/07
09:00 hs Recepção e Credenciamento dos Participantes
09:30 hs Abertura
10:00 hs Palestra: Sistema de Organização da Agricultura
Familiar
10:40 hs Debate
11:00 hs Palestra: A Necessidade de Organização para
o Sucesso da Pequena Produção
12:00 hs Almoço
13:30 hs Palestra: Formação e Recuperação
de Pastagens Sistemas de Produção
15:00 hs Debate
15:30 hs Café
15:45 hs Palestra: Manejo Produtivo e Sanitário
16:30 hs Debate
17:00 hs Palestra: Gerenciamento da Atividade Leiteira na Agricultura
Familiar
18:00 hs Encerramento
24/07
08:00 hs Palestra: Criação de Ovinos na Agricultura
Familiar
09:30 hs Debate
09:45 hs Café
10:00 hs Palestra: A importância da Assistência Técnica
10:40 hs Debate
11:00 hs Encaminhamento (grupos de trabalho)
12:00 hs Apresentação dos Trabalhos
12:30 hs Encerramento
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Volta
5ª Feafes mostra a potencialidade da agricultura familiar
Foi realizada nos dias 5, 6 e 7 de junho, na Praça
do Papa, a 5ª edição da Feira da Agricultura Familiar
e Reforma Agrária do Espírito Santo. Mais uma vez, a Fetaes,
o governo do Estado e parceiros fizeram o grande encontro: Campo e Cidade.
Os cerca de 250 expositores, de associações,
cooperativas de produtores rurais de diversos municípios do Espírito
Santo e alguns grupos organizacionais, levaram para a feira produtos típicos
da agricultura familiar, como: vinhos, licores, biscoitos, doces, açúcar
mascavo, café torrado e moído, queijos, massas, mel, entre
outros.
Além disso, foram expostos e vendidos artesanatos
em madeira, em fibra de bananeira, bordados. A floricultura foi um dos
destaques da feira. A variedade de plantas, em especial as orquídeas,
chamou a atenção das mais de 20 mil pessoas que passaram
pela feira. A novidade deste ano foi a venda de galinhas caipirinhas.
No estande da Juventude Rural a procura pelas aves estava a todo vapor.
Além de conhecer os produtos da agricultura familiar
capixaba, quem esteve na Praça do Papa, também foi contagiado
pela animação das bandas e grupos que se apresentaram durante
as atrações culturais e shows regionais. Muitas pessoas
se renderam às batidas dos tambores das bandas de congo e dos grupos
sertanejos.
Os pais que levaram seus filhos à feira não
tiveram preocupação, afinal foi feito um espaço só
para a garota. No espaço kids, as crianças ficaram a vontade.
Já as oficinas artesanais, mais uma vez, serviram
para agregar valor e conhecimento às trabalhadoras rurais. Dona
Gracinha, da região Serrana, é um exemplo. Ela mostrou que
as oficinas ministradas na feira podem ajudar na geração
de renda. Na 4ª edição da Feafes, que aconteceu no
ano passado, dona Gracinha aprendeu, através da oficina, a técnica
em telha e este ano ela não titubeou em levar a arte para ser exibida
no estande do seu município.
É a agricultura familiar capixaba mais uma vez mostrando
toda a sua potencialidade e importância para a economia do Estado.
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Volta
5ª Feafes acontece nos dias 05, 06 e 07 de junho
Mais uma vez, a Federação dos Trabalhadores
na Agricultura do Estado do Espírito Santo (FETAES) e os Sindicatos
dos Trabalhadores Rurais (STRs) filiados e parceiros realizarão
"O Grande Encontro: Campo & Cidade" com a Feira da Agricultura
Familiar e Reforma Agrária do Espírito Santo, também
conhecida como FEAFES. A 5ª edição da feira vai acontecer
nos dias 05, 06 e 07 de junho, na Praça do Papa.
As associações, cooperativas de produtores
rurais de diversos municípios do Espírito Santo e grupos
organizacionais irão expor e comercializar os produtos da agricultura
familiar capixaba, como: café, frutas, vinhos, licores, doces,
pães, flores, verduras, legumes, hortaliças, defumados,
artesanatos, comidas típicas, dentre outros.
Serão cerca de 250 expositores reunidos em estandes
coletivos. A estimativa é que mais de 20 mil pessoas participem
da feira durante os três dias. Nos estandes, além da comercialização
dos produtos, informações institucionais, os visitantes
ainda poderão degustar as delícias produzidas pela agricultura
familiar capixaba.
Também serão realizadas oficinas artesanais
de técnica com casca de ovo e técnica com bandeja de isopor,
além de atividades de cidadania, e para garantir animação
durante todos os dia haverá apresentações culturais
com bandas de congo, grupos musicais, além dos tradicionais shows
regionais. A entrada é franca.
Programação:
05/06/09 - Sexta-feira
16:00 hs - Abertura Oficial
17:00 hs - Abertura oficial dos estandes para o público
20:00 hs - Apresentação Cultural
23:00 hs - Encerramento das atividades do dia
06/06/09 - Sábado
09:00 hs - Seminário Estadual Política Nacional de Crédito
Fundiário (PNCF)
10:00 hs - Reabertura dos Estandes
11:00 hs - Apresentação Cultural - (Aldeia indigna de boa
Esperança tribo guarani de Aracruz)
14:00 hs - Oficina Artesanal - (Técnica com Casca de Ovos)
15:00 hs - Apresentação Cultural - (Moda de viola)
21:00 hs - Apresentação Cultural- (Banda de Congo Comunidade
do Retiro - Santa Leopoldina
22:00 hs - Show Regional
23:00 hs - Encerramento das atividades do dia
07/06/09 - Domingo
10:00 hs - Reabertura dos estandes
10:00 hs - Oficina Artesanal - (Técnicas em Bandejas de isopor)
11:30 hs - Apresentação Cultural - (Banda de Congo Comunidade
Rio Claro - Guarapari)
14:00 hs - Show Regional
15:00 hs - Apresentação Cultural
16:00 hs - Show Regional
18:00 hs - Encerramento das atividades do dia
Informações:
Aline Barcelos
Assessora de Imprensa da Fetaes
8153-1079 / 3223-3677
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Volta
Trabalhadores rurais capixabas vão a Brasília participar
do GTB
Os trabalhadores rurais do Espírito Santo já
estão mobilizados para mais um Grito da Terra Brasil (GTB), que
acontece nos dias 26 e 27 de maio, em Brasília.
Está previsto que 05 ônibus, leve mais de
300 trabalhadores rurais capixabas, de diversos municípios, para
a manifestação. Os ônibus vão partir do estado
no dia 25.
A pauta de reivindicações do GTB 2009 foi
discutida no dia 14/05 com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A
conservação ambiental é um dos temas centrais da
mobilização deste ano. Um dos principais pontos da pauta
de meio ambiente para negociação neste GTB é a abertura
de diálogo com o governo sobre a proposta da Contag de alteração
do Código Florestal Brasileiro.
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Volta
Programa Fetaes e Sindicato Juntos no Campo vai à Vargem
Alta
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Diretores e assessores da Fetaes e
representantes de vários STRs estiveram no dia 13 de maio
em Vargem Alta, com o programa Fetaes e Sindicatos Juntos
no Campo.
A ação aconteceu nas
comunidades de Capivara e Jacutiba e mais de 300 famílias
da agricultura familiar foram visitadas. Os agricultores (as)
foram informados (as) sobre as ações dos sindicatos,
como ele funciona e a importância de ser filiado. Ainda,
alguns aproveitaram o momento para tirar dúvidas, principalmente
as relacionadas aos direitos dos trabalhadores (as) rurais.
O próximo programa Fetaes e Sindicato
Juntos no Campo vai acontecer em Santa Leopoldina, no dia
10 de junho. Serão visitadas as comunidades de Bragança,
Tirol e Califórnia.
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Volta
Grito da Terra Espírito Santo e 1° de Maio reúnem
mais de 10 mil pessoas em Vitória
Este
ano, pela primeira vez, o Grito da Terra ES aconteceu no dia o 1°
de Maio, junto com as comemorações do Dia do Trabalhador,
realizado pela CUT
As bandeiras e bonés verdes se destacaram em meio
a multidão que participou das comemorações do Dia
do Trabalhador. Mais de 3 mil trabalhadores do campo de todo o Espírito
Santo se uniram aos trabalhadores da cidade e foram às ruas de
Vitória lutar por melhores condições de trabalho.
A FETAES aproveitou que 1°de Maio é um dia de
luta em todo mundo e realizou o Grito da Terra Espírito Santo.
"A idéia de realizar o Grito da Terra junto
com as comemorações do 1° de Maio é porque queríamos
unir forças com os trabalhadores da cidade para avançarmos
nas reivindicações, além disso, também queríamos
fortalecer a integração entre o Campo e a Cidade. O resultado
foi muito positivo. Mais uma vez os trabalhadores rurais fizeram bonito,
participaram em peso da manifestação e nos demos um grande
salto nas reivindicações com o Governo Federal.", destacou
o secretario de administração e finanças da Fetaes,
Clésio Antônio Brandão.
O evento aconteceu na Praia de Camburi, em Vitória.
A caminhada saiu do Píer de Iemanjá por volta de 10 horas
e seguiu até as proximidades da avenida Adalberto Simão
Nader, onde foi realizado o ato político. Durante o dia ainda houve
atividades recreativas, esportivas e exposição de produtos
da agricultura familiar na feira montada no calçadão da
praia. A vitória do time da FETAES, no futebol de areia, alegrou
ainda mais os trabalhadores que participaram do evento.
A banda Paralamas do Sucesso encerrou as atividades com
um show para lá de animado.
Reivindicações
A FETAES e a CUT criaram pautas de reivindicações que foram
entregues ao Governo Estadual. Dentre os protocolos assinados estão:
a construção de 500 casas no interior do estado para atender
aos trabalhadores rurais; a instalação da Tarifa Verde,
que vai reduzir em mais de 70% o custo de energia consumida pelos produtores
rurais e o investimento de R$ 40 milhões para o desenvolvimento
da agricultura capixaba, sendo 8 milhões em cursos de qualificação
para os produtores rurais.
Entretanto, as reivindicações não
param por aí. A FETAES vai continuar pressionando o Governo Estadual
para que os outros itens importantes que estão na pauta sejam assinados.
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Volta
Junte-se a Fetaes e participe do Grito da Terra na luta pelos seus
direitos
Este
ano, pela primeira vez, a edição estadual do Grito da Terra
Brasil vai acontecer no dia o 1° de Maio, junto com as comemorações
do dia do Trabalhador, realizado pela CUT
Realizar o Grito da Terra junto com o 1° de Maio é
unir forças com os trabalhadores da área urbana visando
fortalecer a integração entre o Campo e a Cidade e melhorar
nos avanços.
O 1° de Maio e o Grito da Terra vão acontecer
na Praia de Camburi, em Vitória. A concentração será
a partir das 8 horas no Píer de Iemanjá, de onde vai sair
a "caminhada do trabalhador".
Após a caminhada, atividades políticas, esportivas,
recreativas e culturais acontecem no local do evento, próximo à
Avenida Adalberto Simão Nader. No calçadão da Praia
haverá uma feira que vai mostrar as lutas e campanhas das entidades
sindicais, com venda de produtos da agricultura familiar. Os trabalhadores
ainda vão poder participar do torneio de futebol de areia (masculino
e feminino). Para encerrar as atividades a banda Paralamas do Sucesso
vai realizar um show na areia da praia, a partir das 14 horas.
O evento deve reunir mais de 15 mil pessoas, sendo que
mais de 5 mil são trabalhadores rurais.
A FETAES e a CUT criaram uma única pauta de reivindicações
que será entregue ao Governo do Estado. Dentre as principais reivindicações
estão: assinatura do decreto de negociação do piso
salarial capixaba, com a participação dos trabalhadores
através de uma comissão que deverá ser negociado
no prazo de 60 dias; aplicações de 1 bilhão de reais
para as ações desenvolvidas pelos movimentos sindicais;
aquisição do relógio verde para as famílias
da agricultura familiar; construções de 3000 casas para
2009, sendo 500 casas para a agricultura familiar.
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Volta
Fetaes e Sindicatos juntos no campo mais
uma vez
A Fetaes, junto com os sindicatos filiados, vai estar em
Jaguaré, no Município de São Mateus no dia 16/04.
O objetivo é conhecer melhor a realidade da região e se
aproximar das famílias.
A Federação vai aproveitar o momento para
mostrar aos agricultores como funciona o movimento sindical, apresentar
os trabalhos que são desenvolvidos pelas entidades e conscientizar
os trabalhadores sobre a importância de ser filiado aos sindicatos.
Ação no sindicato dos Trabalhadores Rurais
de Jaguaré
Data: 16/04/2009 de 8 às 16horas
Comunidades: Giral, Daniel Combone e São José.
Nº de famílias: 300
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Volta
Fetaes promove encontro de educação
no campo
O encontro acontece nos dias 16 e 17 de abril, no Calir,
em Viana
Atualmente, o modelo de educação existente
no meio rural não atende a realidade vivida pelos jovens, que são
estimulados a saírem do campo em busca de emprego nos grandes centros
urbanos. É pensando nisso que a Fetaes, por meio da Secretaria
de Políticas Sociais e Assalariados, vai promover, mais uma vez,
o Encontro Regional de Educação no Campo.
O principal objetivo do encontro é fazer uma analise
dos desafios da educação do campo nos âmbitos nacional
e estadual e junto com os sindicatos, sociedade e poder público
buscar maneiras de mudar o modelo de educação que existe
hoje.
A gente acredita que não é necessário
sair meio rural para obter sucesso profissional. Mas para isso o modelo
educacional tem que ser outro. É preciso começar a conscientizar
toda a sociedade sobre a importância do campo e isso deve ser feito
desde cedo, começando na escola, dentro das salas de aula. Uma
opção é incluir na grade curricular matérias
que visam aproximar os jovens do meio rural, enfatiza o secretário
de Políticas Sociais e Assalariados da Fetaes, Creuzimar Ribeiro
da Silva.
Durante o encontro também serão planejadas
ações que possam fortalecer os objetivos do Movimento Sindical
dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rural (MSTTR) em relação
à educação do campo.
PROGRAMAÇÃO
1º Dia 16/04
9:00 - Credenciamento
10:30 - Abertura e apresentação dos participantes
Apresentação
dos objetivos e da proposta da oficina
12:00 Almoço
13:30 - Painel 01:
Análise da Conjuntura Estadual sobre Educação
do Campo
- Avanços e entraves na construção da Política
Estadual de Educação do Campo;
- Programas e projetos em andamento que dialogam com a construção
de uma política nacional de educação do campo;
- Papel, atuação e contribuições do MSTTR
no debate da educação do Campo nos estados avanços,
entraves e desafios.
16:00 - Painel 02:
Análise da Conjuntura Nacional sobre Educação
do Campo
- História e bandeiras de lutas dos movimentos sociais e sindicais
por educação do campo.
- Principais lutas e bandeiras em prol da educação do campo;
- Principais ações e dimensões políticas da
construção da política nacional de educação
do campo
- Avanços e desafios na construção da política
nacional; - Atuação e estratégias de atuação
do MSTTR em nível nacional na luta pela construção
de uma política nacional de educação do campo: avanços,
entraves e desafios;
19:00 Janta
2º Dia 17/04
8:00 - Grupos de Trabalho por estado
Construir agenda política de atuação do MSTTR e parceiros
na Educação do Campo
11:00 - Socialização e debate da(s) proposta(s) construída(s).
12:00 - Almoço
13:30 - Audiência Pública Entrega das propostas ao
Secretario Estadual de Educação.
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Volta
CEJTTR faz balanço de 1° Encontro
Estadual da Juventude
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Os representantes
da Comissão Estadual de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais do Espírito Santo se reuniram no último dia
03, na sede da Fetaes. Dentre os assuntos abordados estão:
Eleições 2009, Balanço do 1° Encontro
Estadual da Juventude Rural e Consórcio Estadual da Juventude
Rural.
Durante a reunião os representantes da Comissão
avaliaram como foi o 1° Encontro Estadual da Juventude Rural,
que aconteceu nos dias 02,03 e 04 de dezembro do ano passado.
O balanço feito pela Comissão mostrou que o Encontro
teve um resultado positivo. Além de aproximar os
jovens, o evento contribui para fomentar o interesse
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deles em desenvolver atividades no meio rural. Alguns exemplos
foram citados, como a plantação de mudas em uma propriedade
em Jerônimo Monteiro, que é um reflexo de uma das oficinas
que aconteceram durante o Encontro.
Ainda durante a reunião, foram ressaltadas algumas mudanças
que devem acontecer no próximo Encontro Estadual. Outros
itens importantes, como a Eleição que acontece este
ano na Federação e o projeto para próximo o
Consórcio Estadual foram discutidos.
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